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O Imperfeito em busca do Perfeito
Quando olho para dentro de mim, vejo apenas vazio; sinto-me muito, muito cheio de todos os defeitos, longe de ser aquilo que sonho em ser. Há um abismo largo e perturbador entre o que sou e o que sonho em ser. Não tenho muitos sonhos a serem realizados, mas tenho o grande sonho de ser uma pessoa que melhora sua personalidade cada vez mais, porque sinto que para isto nasci, para ser melhor, para crescer emocionalmente e espiritualmente. Nasci para fazer a diferença, e é este meu sonho maior.
Sou uma pessoa muito ruim, muito má, de um caráter difícil, uma pessoa que tem dificuldade em amar perfeitamente, sou muito miserável, muito incapaz, limitado. Tenho muitas limitações, muitas imperfeições. Sou orgulhoso e por vezes até soberbo. Independente demais. Como sou imperfeito, meu Deus! como há imperfeições em mim, meu Senhor!
Houve um tempo em minha vida, alguns anos atrás, um tempo quase esquecido, em que percebia que ía caminhando com passos firmes rumo ao objetivo que me refiro acima, mas hoje já não sei dizer. Às vezes parece que piorei. Porque, uma coisa aprendi, na vida emocional ou espiritual não há estagnação: ou se progredi ou se regride. E disso tenho muito medo...de regredir sempre, sem perceber. É um medo que me oprime. Outro medo é de, no momento de minha morte, abrir-se diante de mim tudo o que não fui, de morrer frustrado, de ver minha miséria tal como ela é e de perceber naquele instante que o tempo passou e eu não aproveitei. É outro grande medo meu!
Hoje estou triste...fazia tempo que não me sentia assim, mas é uma tristeza de reflexão, de meditação. Estou parando tudo hoje para meditar. Estou quieto e tentando me aquietar para pensar em minha vida e em minhas atitudes; nas ações que não pratiquei, nas omissões, nas ações más praticadas, e nas ações mal-praticadas (praticadas sem amor). Por isso estou analisando, parando para analisar minha vida, não a atitude dos outros, mas parando para me julgar, para por na balança minha história.
Estou sozinho em casa desde ontem e vou ficar praticamente o dia todo. É uma oportunidade propícia, um momento dourado, porque é na solidão que a gente se encontra, acredito. Estou voltado quase que inteiramente para meu interior agora, nesse instante, escavando minha alma, penetrando minha escuridão secreta, onde somente Deus e eu (e mais ninguém) pode (e tem coragem) de entrar. É um trabalho duro, extremamente doloroso se reconhecer imperfeito e longe de qualquer virtude. Entrar no território do julgamento próprio é um caminho difícil de explorar. É quase um mundo desconhecido! (risos).
Sinto-me sozinho - mas é um caminho que só pode ser feito sozinho. Mas, por doloroso que seja tudo isto, prefiro que isso aconteca, pois sei que é extremamente necessário! sem o autoconhecimento não pode existir crescimento, porque não se sabe por onde crescer, para onde crescer, o que cortar.
Sinto-me como uma árvore que precisa ser regada, cuidada, porém podada (e isso dói), que tem necessidade de sempre olhar para cima, que tem necessidade de lançar raizes profundas, enrijecer seu caule, estender sua copa, ter paciência para esperar o tempo certo.
Vou continuar na minha jornada, e talvez, caro amigo, quando ler isto eu possa dizer que estou melhor (assim espero).
TT
Aqui está um texto extraído de uma revista voltada ao Relacionamento de um Psicologo francês chamado Jacques Salomé sobre Infidelidade e Traição:
"A evidência da fidelidade num relacionamento, seja ele um relacionamento de amizade, de namoro ou matrimônio exige um amor correspondente. Somente o amor ao outro frutifica a fidelidade e por fim a lealdade. Sem um amor genuino e profundo, não pode existir uma fidelidade duradoura.
Quando o amor é superficial ou não existe amor, onde está somente uma paixão, um afeto sexual ou um apego emocional desvirtuado, ai está a infidelidade e a traição emocional, física e sexual. A princípio aparece a traição emocional, logo em seguida vem a infidelidade física, e por fim, a infidelidade sexual.
Quer medir seu amor ao seu companheiro, ao seu conjuge? verifique a profundidade da sua infidelidade. Posso dizer com certeza, depois de anos de pesquisa, que todos nós somos infiéis, ao menos emocionalmente. Ser infiel emocionalmente significa ter um afeto a um terceiro, um afeto que era para ser totalmente direcionado ao companheiro ou ao conjuge. Pelo menos uma vez na vida sentimos isso e, para falar sinceramente, isso não implica em algum erro, desde que seja passageiro. Porém, se depois de uma infidelidade emocional passamos à segunda fase da traição, que é a física, a coisa já começa a dar grande alarde a respeito do verdadeiro sentimento que temos pelo nosso companheiro ou conjuge. Passou então da emoção ao contato, e isso começa a demonstrar que existe pouco respeito e afeto ao companheiro e ou ao conjuge. Essa atitude demonstra que o amor é no mínimo superficial.
Já me perguntaram o que seria uma infidelidade física e sempre respondo que é o contato físico com outro que não faz parte do seu relacionamento, com uma mulher que você conheceu e se apaixonou e num momento deixou-se levar por ela e a beijou...ou vice e versa. Este é um dos cantatos a que me refiro, os outros são dar as mãos como um casal, dar abraços e assim por diante. Já se trata de uma infidelidade profunda, mas não extremamente grave, pois pode haver retorno, porém já é quase um caminho sem volta. Necessita-se de um esforço heróico da pessoa para voltar ao seu companheiro verdadeiro ou ao seu conjuge. Nessa etapa já existe um envolvimento muito profundo.
E por fim, a última etapa da traição: a infidelidade sexual. Para a maioria dos homens, sengundo percebi em minhas experiências, a infelidade sexual não parece ser tão grave quando eles mesmo o fazem, mas o é quando elas o fazem. Para as mulheres, entretanto, o contato físico já é simplesmente inaceitável, uma traição quase imperdoável tanto para elas quanto para eles. Isso se explica por causa da nossa sociedade extremamente machista.
A infidelidade sexual é o contato íntimo no campo da sexualidade. Isso indica que não há mais amor no relacionamento, ou que nunca houve. Poderia haver ou ainda há uma paixão. Os apaixonados estão mais propensos a abandonarem suas paixões e serem infiéis. (Pode-se estar apaixonado por várias pessoas ao mesmo tempo).
Vou responder a essa pergunta do mesmo modo que respondo a tantos que a fazem: a diferença da paixão e do amor.
A paixão é a atração física, emocional e sexual que pode (não necessariamente) levar para o amor. É um impulso do emocional e do corpo que busca uma satisfação momentânea forte.
O amor pode ser um sentimento equilibrado ou uma atitude de entrega para realizar a satisfação emocional, física ou sexual do outro (tratando-se especialmente do caso dos relacionamentos entre casais, não entre amigos, porque na amizade não deve haver contato sexual). Claro, que no que se trata de amor há muitas outras vertentes. O amor é muito amplo, o que é o contrário da paixão, pois a paixão enquanto sentimento é um caminho de mão única - somente vai e não retorna. Existe o amor entre parentes, entre amigos, entre conjuges. O amor amadurece enquanto a paixão vai se esvanecendo com o passar do tempo até se tornar apenas uma afeto cotidiano, muitas vezes parcial e superficial e um tanto descomprometedor. Na paixão não há compromisso que possa durar, enquanto o amor profundo vai gerando continuamente um compromisso que leva a outro, um laço que leva a outro e que faz crescer o indivíduo.
Por isso, se há infidelidade não há compromisso e por isso não está existindo amor. O amor em si mesmo já gera fidelidade e por fim lealdade. Quanto mais amor existe num relacionamente mais fiel se é um ao outro. O grau de amor é o grau de comprometimento. Quanto maior comprometimento e fidelidade, maior amor existe nesse relacionamento.
Para um relacionamente ser um relacionamento que faz a pessoa feliz é extremamente necessário que haja amor e que por assim dizer haja fidelidade. Sem amor não há fidelidade e sem fidelidade não existe amor verdadeiro. Portanto, jamais diga que ama, se não pode ser fiel, porque não existe amor de sua parte ao seu conjuge ou ao seu companheiro. Há outro sentimento, menos amor; talvez uma paixão forte que, diga-se de passagem, vai terminar em média de um a dois anos ou até mesmo 4, no máximo. Pode-se renovar, mas não tornar mais forte. Mas, minha experiência garante que 100% das paixões morrem em menos de cinco a sete anos. Já ouviu dizer da crise dos sete anos? trata-se dessa crise. Se a paixão nesta fase não tiver o poder para tornar-se amor genuino, então não haverá qualquer chance de futuro para esse relacionamento.
Sem amor não há intimidade, sem intimidade não há chance para fidelidade, sem fidelidade não há satisfação pessoal em qualquer relacionamento. Se você não consegue satisfazer seu companheiro ou companheira, é bem possível que você não a possa fazer feliz. Não há amor, e só o amor é capaz de satisfazer uma pessoa a tal ponto de fazê-la intimamente satisfeita, interiormente realizade e capaz de crescer pessoalmente.
Caro leitor, portanto, verifique a profundidade de sua fidelidade e meça o tamanho do seu amor ao seu conjuge e ou ao seu companheiro."
To honor you
Lord, with all my heart I worship you
All I have within me
I give you praise
All that I adore is in you
Lord, I give you my heart
I give you my soul
I live for you alone
Every breath that I take
Every moment that I’m awake
Have your way in me

